Há coisa mais cativante do que uma pergunta?
Há. Quer dizer, depende... Um leitor normalmente não pensa na pergunta, quando se trata de suporte escrito, mas numa conversa vocal numa relação de dependência, um súbdito pensa. Quando um líder pergunta alguma coisa, o súbdito deve fazer tudo para achar a resposta. Se nessa resposta encontrar algo de novo, algo que nunca se tenha apercebido, verá no seu líder mais do que alguém que lhe diz o que fazer, verá um amigo.
É importante que o súbdito não se sinta desmoralizado com a pergunta: há as respostas fáceis e A respostas difíceis, e um bom líder obtém as difíceis sem usar a sua própria cabeça.
Se queres adequar uma questão a alguém, tarefa difícil, mas há regras para te guiar:
-> Como falámos, a pergunta pode desmoralizar; Factor importante é adequar a linguagem à pessoa, para tornar a questão mais inteligível.
-> Cuide a sua posição. Um colega pode reconhecer que estás em apuros, pergunta, um súbdito tem de responder antes de reconhecer que estás em apuros.
-> Há alturas para perguntas, e reconhecer qual a altura ideal pode tornar-se difícil. Experimentar fazer a pergunta quando ela te ocorre não é a melhor solução. Uma ideia será fazer a outra pessoa chegar à pergunta por si próprio, se possível.
-> "Procura onde não consegues ver". A melhor pergunta fornece sempre um ponto de vista original.
-> Não perguntes algo que uma pessoa já se tenha perguntado a si própria. Uma pergunta pode ser extremamente manipuladora.
-> Achas que as perguntas são afirmações escondidas e não consegues libertar-te dessa impressão? Usa elogios! Começa com coisas banais como " Usaste que amaciador hoje?" ou "Como aprendeste esses toques de bola?".
-> Objectivos de uma pergunta de um superior hierárquico: Introspecção (culpa, orgulho, ect.), moralização e inspiração ("Já tentaste fazer assim?")
Depois de lerem isto, não é impossível tentar pôr em prática as minhas ideias: no dia a dia, a combinar onde almoçar, perguntem "Qual é o racio custo-benefício que querem?", ou ao atendedor numa loja de conveniência "O tempo que passa sem clientes, como o gostaria de passar?", ou até numa chamada telefónica "Que espécie de aparelho é que vai destronar o telemóvel e o computador nas comunicações à distância?".
Há uma mão cheia de perguntas que são marcantes, introspectivas, deixo aqui uma vocacionada para todos os que procuram um blog como o meu, e convido cada leitor a deixar uma em comentário:
"O que te resta aprender?"
E bem, esta semana é isto, para a semana não tenho nada, mas esperem-me daqui a 2 semanas.